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| Cidadão Ouro |
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Data de registro: Ter, 05 Jun 2007 7:56 pm Mensagens: 10490 Localização: Recife Pernambuco Bairro de Boa Viagem
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[align=center]CÓPIA DE MATÉRIA DO GRANDE RECIFE CONSÓRCIO DE TRANSPORTE
Prejuízo e transtorno em dias de jogos de futebol
Gastos com reparos de depredação aos coletivos superou R$ 680 mil em 2009
Os atos de vandalismo em dias de jogo de futebol deixaram tristes lembranças para os usuários do transporte público em 2009. O gasto total com reparos de coletivos cresceu quase 77% em relação ao ano de 2008. Em 2009, 1.835 veículos foram depredados, totalizando 4.754 itens avariados e um prejuízo de R$ 683.294,00. O saldo negativo aconteceu após 89 jogos nos estádios da Ilha do Retiro, Aflitos e Arruda.
É como se a cada jogo fossem gastos quase R$ 7.700,00 para reparar os danos de atos de vandalismo, uma média 13,25% mais alta que a registrada no ano passado (aproximadamente R$ 6.780,00 por partida). O prejuízo total contabilizado em 2008 foi de 1.443 ônibus depredados, com 3.155 itens avariados, somando aproximadamente R$ 386.412 em custos de reparação.
Esse prejuízo pesa bastante para todo o Sistema de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana do Recife. Isso significa que, ao invés de serem aplicados na modernização e ampliação da frota ou na compra de equipamentos para aumentar o conforto e a eficiência do transporte público, estes recursos são gastos na reparação dos danos causados pelos vândalos.
Segundo o gerente de Fiscalização do Grande Recife Consórcio de Transporte, Mário Sérgio Cornélio, a empresa monta periodicamente programações especiais, feitas para fiscalizar os corredores de ônibus e os pontos em que as depredações costumam acontecer com mais frequência. Para Mário Sérgio, essa ação facilita a identificação dos infratores e ajuda ainda mais o trabalho da polícia. “Esse é um trabalho difícil, mas a nossa ideia é inibir este tipo de atitude”, afirma.
O esquema montado pelo Grande Recife, que vai da fiscalização até o mapeamento das áreas de risco, tem o apoio da Polícia Militar. Durante os jogos, 30 policiais são deslocados de suas funções habituais para se dedicar ao policiamento em áreas estratégicas de depredação.
Segundo o juiz e coordenador do Juizado Especial do Torcedor, Ailton Alfredo de Souza, quem for detido por depredação, agressão ou incitação ao tumulto fica proibido de frequentar o estádio em dias de jogos do seu time. “Eles tem a obrigação de comparecer ao Juizado do Torcedor uma hora antes do jogo e ficam até uma hora depois do término da partida.”, disse o juiz. Durante o tempo da punição, que varia de três meses a um ano, o torcedor faz um curso cujo objetivo é conscientizá-lo sobre suas atitudes. Segundo Ailton, “a ação estimula o torcedor a pensar antes de cometer outro ato de vandalismo”.
O chefe da Seção de Planejamento Operacional e major da Polícia Militar, Josué Limeira, afirma que “quando os torcedores são presos envolvidos em brigas ou depredações, eles são levados para a Delegacia do Torcedor, onde fazem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) com seus dados pessoais e, na maioria das vezes, são liberados”. De acordo com o Major, muitas vezes, a falta de informação segura sobre os acusados acaba dificultando o andamento do processo. O major Josué defende mudanças na legislação, a fim de endurecer a punição. Para ele, “os vândalos não se sentem intimidados pelas leis atuais”.
Os próprios torcedores concordam que, se houvesse uma punição mais eficaz, o número de depredações diminuiria muito. Para o ex-membro da Torcida Organizada Fanáutico, Antonio Edvaldo, se esses torcedores tivessem medo de serem presos e perdessem o acesso à torcida do clube, não agiriam assim. “Ninguém quer deixar de ver seu time jogar, mas eles não têm medo de serem punidos porque a maioria nunca foi”, destacou.
Os atos de vandalismo assustam e preocupam motoristas, cobradores e usuários. Muitos ficam receosos em sair de casa nos dias de jogos com medo do que pode acontecer no caminho. Além disso, o desconforto de utilizar um veículo avariado pode persistir por vários dias. Isso porque algumas peças são difíceis de encontrar de imediato. O supervisor de Tráfego da empresa Pedrosa, Vital Freitas, revela que a decisão de colocar um veículo avariado para operar vem da necessidade de não alterar o serviço. “Se o veículo não apresentar problemas que impeçam a continuidade das viagens, entramos em negociação com o Grande Recife para garantir que ele possa operar. Caso contrário, é um a menos na frota”, afirma vital.
Para 2010, a parceria entre o Grande Recife e a Polícia Militar continuará. Cada órgão, dentro de suas funções, irá atuar com eficácia em busca de inibir esses atos de vandalismo. Contudo, toda essa ação, só terá resultado mediante a atitude positiva dos torcedores.
• Luiza Falcão
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